A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou, nesta quarta-feira (17), inquérito para apurar a apreensão de uma arma de fogo supostamente pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso foi comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Alexandre de Moraes, relator, determinou prazo de 24 horas para a defesa de Bolsonaro explicar a origem do armamento.
Detalhes da apreensão
A arma, uma pistola Glock 9 mm, foi apreendida por volta das 23h30 da última segunda-feira (15) durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) no Pistão Norte, em Taguatinga. No veículo — um Honda Civic —, o motorista identificou-se como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente. Além da pistola, os policiais encontraram um carregador sobressalente.

O condutor foi conduzido a uma delegacia, onde prestou depoimento. Segundo ele, a arma lhe foi entregue em razão de uma pane no veículo. Ele relatou que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que devolveria o armamento no dia seguinte.
Investigação em andamento
O delegado responsável encaminhou comunicado ao ministro Alexandre de Moraes informando que a 17ª delegacia de polícia realiza as diligências para apuração do caso. Ontem, Moraes deu prazo de 24 horas para a defesa do ex-presidente — que está em prisão domiciliar — esclarecer a origem da arma de fogo.

A abertura do inquérito ocorre em meio a outras notícias relacionadas ao ex-presidente, como a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a revisão da condenação de Bolsonaro e a determinação de Moraes para que ele explique a apreensão.