O Partido Liberal (PL) pagou R$ 300 mil ao escritório da advogada Deborah Strockler Macintyre, ex-mulher do líder do partido no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ). O valor consta na prestação de contas da legenda como “serviços de consultoria jurídica” e foi registrado em abril deste ano.

Deborah é mãe do filho mais velho de Portinho. De acordo com a coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles, ela, o senador e o filho também são sócios da empresa Loba Administração de Bens Próprios e Participações, administrada pela advogada.

O escritório de Deborah já havia prestado serviços a candidatos do PL em eleições anteriores. Em 2024, recebeu R$ 190 mil do candidato a vereador Jeremias de Caetés, que disputou uma vaga no Rio de Janeiro e não foi eleito.

Em 2022, a advogada recebeu R$ 70 mil de três candidatos do partido. Fernando Veloso, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, pagou R$ 30 mil por consultoria jurídica. Renata Cordeiro Guerra e Bernardo Cunha Senra Barros, candidatos à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, repassaram R$ 20 mil cada.

Procurado, Carlos Portinho afirmou que não participa de decisões administrativas nem de contratações do PL. O senador disse que não integra a direção partidária e não tem atribuição sobre a gestão do diretório.

Portinho também afirmou que Deborah tem atuação reconhecida em direito eleitoral no Rio de Janeiro e já prestou serviços a candidatos e partidos de diferentes espectros, incluindo PP, PSD e PL. Segundo ele, a ex-mulher atua em direito eleitoral, civil e esportivo, com carteira própria de clientes.

O líder do PL no Senado disse ainda que está licenciado da OAB desde que assumiu o mandato, não tem sociedade de advogados e não interfere nas atividades do escritório da ex-mulher. O senador afirmou que foi casado sob separação total de bens e que o divórcio ocorreu há mais de dez anos.

Com informações de Diário do Centro do Mundo.