O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou nesta sexta-feira uma operação contra o banco digital PicPay (PICS3) e o Banco de Brasília (BRB) sob suspeita de fraudes na folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão autorizados pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em três localidades: Distrito Federal, Curitiba e São Paulo, onde fica a sede do PicPay.
Esquema de descontos indevidos
Segundo informações do portal G1, o suposto esquema envolvia descontos compulsórios disfarçados de taxas nos contracheques dos servidores. O valor total retirado indevidamente ultrapassa R$ 80 milhões. A investigação apura como esses valores eram repassados às instituições financeiras.

Posicionamento das empresas
Em nota, o PicPay negou qualquer irregularidade e rejeitou a alegação de cobrança indevida. A empresa afirmou que seus produtos e serviços são estruturados conforme as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle. “A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida”, declarou. O PicPay também disse que o valor antecipado era disponibilizado no cartão do cliente mediante solicitação no aplicativo, sem intermediários ou cobranças adicionais. A empresa afirmou que colaborará com as autoridades.
O BRB, por sua vez, não se manifestou até o momento. A assessoria de imprensa do MPDFT confirmou que o banco estatal também foi alvo da operação, embora a nota oficial não o mencione.