Um militante do Partido dos Trabalhadores (PT) de 69 anos foi vítima de agressão física na noite de quarta-feira (11) em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em um episódio com motivação política. A bancada do PT na Câmara dos Deputados manifestou solidariedade à vítima, Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, e cobrou rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades.

Detalhes da agressão

De acordo com o registro na 12ª Delegacia de Polícia, Costa foi abordado por três pessoas ao chegar em sua residência. Segundo o depoimento, os agressores proferiram ameaças e ofensas, incluindo frases como “a gente vai te matar agora” e “você já prejudicou muita gente”, além de insultos diretos como “seu petista de merda” e gritos de “É Bolsonaro, é Bolsonaro”. A vítima também relatou que os autores atacaram sua religião, afirmando que sua igreja era “uma igreja de merda”, antes de arrancarem um terço que ele carregava.

Na agressão física, uma das mulheres imobilizou a vítima pelo pescoço em um “mata-leão”, enquanto um homem desferia socos em seu rosto. Costa pediu socorro, mas o acesso ao prédio não foi liberado naquele momento, apesar da presença do porteiro. As agressões só cessaram quando outra pessoa chegou ao local gritando para que os envolvidos parassem.

Atendimento médico

Documentos médicos do atendimento prestado na unidade de saúde MedSênior, na mesma noite, reforçam a gravidade da ocorrência. O prontuário registra que a agressão teve motivação política e ocorreu em frente à residência da vítima. O exame físico apontou escoriações por toda a face, além de queixas de cefaleia e vertigem. O diagnóstico foi de “agressão por meio de força corporal”. Os médicos também indicaram a necessidade de tomografia computadorizada do crânio para investigar possíveis lesões.

Reações políticas

A bancada do PT na Câmara classificou o episódio como incompatível com o Estado Democrático de Direito e afirmou que a violência política representa uma ameaça à convivência democrática. “É inadmissível que um cidadão seja perseguido ou agredido por suas posições políticas. Divergências devem ser enfrentadas pelo debate democrático, jamais pela violência”, diz nota dos deputados. Eles defenderam que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados, ressaltando que episódios desse tipo atingem não apenas a vítima direta, mas os princípios democráticos e a liberdade de expressão.

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) também se manifestou nas redes sociais: “Total solidariedade ao companheiro Mauro Figueiredo Rocha, do PT Carioca, agredido em Copacabana por usar nossos adesivos, em meio a gritos de ‘Bolsonaro, Bolsonaro’. Isso é ódio político e covardia. Obrigada, @lindberghfarias pelo suporte jurídico diante de tamanha violência!”

Lideranças do PT e movimentos sociais têm se mobilizado em solidariedade a Mauro Figueiredo Rocha, cobrando punição aos agressores e medidas para combater a escalada da violência política no país. O caso será investigado pelas autoridades competentes.