Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um novo motor que pode viabilizar o envio de pequenos satélites a Marte. A tecnologia inovadora combina propulsão química e elétrica em um único sistema, utilizando um mesmo combustível para alimentar ambos os modos de propulsão.

Redução de peso e complexidade

A proposta, detalhada em estudo divulgado recentemente, tem como principal vantagem a redução de peso e complexidade das espaçonaves. Atualmente, missões que exigem diferentes tipos de propulsão precisam de sistemas separados, o que aumenta a massa total do veículo e os custos de lançamento. Ao integrar química e elétrica em um único motor, o projeto do MIT elimina a necessidade de componentes redundantes.

O uso de um único tipo de combustível para ambas as formas de propulsão simplifica ainda mais o projeto. A propulsão química é usada para manobras de alta potência, como a saída da órbita terrestre, enquanto a propulsão elétrica, mais eficiente, pode ser empregada para viagens de longa duração no espaço profundo. Essa combinação permite que pequenos satélites, antes limitados a órbitas baixas da Terra, possam alcançar destinos como Marte.

Impacto nas missões espaciais

Segundo os pesquisadores, a inovação pode democratizar o acesso ao espaço, permitindo que cubesats e outros satélites de pequeno porte realizem missões interplanetárias a um custo significativamente menor. A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento, mas os primeiros testes indicam que o motor é capaz de operar com eficiência em ambos os modos de propulsão.

O estudo foi publicado em veículo científico e representa um avanço na busca por sistemas de propulsão mais versáteis e compactos. Se confirmada a viabilidade prática, a solução do MIT poderá estar presente em futuras missões da NASA, ESA e agências espaciais privadas que planejam explorar Marte com sondas de baixo custo.