Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15) indica que o presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nos cenários estimulados para a eleição presidencial. No principal cenário de primeiro turno, Lula passou de 40% para 42%, enquanto Flávio recuou de 35% para 33%, na comparação com a rodada anterior, de 25 de maio. A diferença entre os dois subiu de cinco para nove pontos percentuais.
Embora as oscilações individuais estejam dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, a combinação de alta de Lula e queda de Flávio tornou o movimento estatisticamente relevante. A pesquisa ouviu 2.017 eleitores por telefone entre 12 e 14 de junho, com nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-06645/2026.

Cenários de primeiro turno
No cenário estimulado mais amplo, Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) registram 2% cada. Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 5%, e 3% não souberam ou não responderam.
Em um segundo cenário de primeiro turno, sem Aécio Neves, Augusto Cury e Cabo Daciolo, Lula marca 43%, contra 34% de Flávio. Renan Santos aparece com 5%, Ronaldo Caiado tem 4%, e Romeu Zema e Joaquim Barbosa registram 3% cada. Brancos e nulos somam 6%, e 2% não responderam. Nesse recorte, a vantagem de Lula também aumentou: na rodada anterior era de seis pontos (41% a 35%), agora é de nove pontos (43% a 34%).
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, Lula vence todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 49%, contra 43% do senador. Na rodada anterior, o placar era de 47% a 43%, indicando aumento da vantagem de quatro para seis pontos percentuais.
Lula também registra 49% contra 39% de Romeu Zema, 48% contra 39% de Ronaldo Caiado e 49% contra 36% de Renan Santos. Em todos esses cenários, há dois dígitos de eleitores que declaram voto branco ou nulo, o que sinaliza espaço de disputa fora dos polos tradicionais.
Grau de decisão e polarização
A pesquisa aponta um eleitorado com alto grau de decisão. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro cenário estimulado, 73% dizem que a decisão de voto já está tomada e não vai mais mudar. Outros 25% afirmam que ainda podem mudar de posição até outubro.
Esse dado reforça a dificuldade de deslocamento em uma disputa marcada por polarização. Segundo o levantamento, 26% dos eleitores são classificados como lulistas convictos, e outros 26% como bolsonaristas convictos. Há ainda 21% de não polarizados, grupo que tende a ser decisivo para definir o tamanho da vantagem de cada campo.