Os peruanos começaram a votar neste domingo (7) no segundo turno das eleições presidenciais, em uma disputa considerada acirrada. As urnas foram abertas às 9h (horário de Brasília) e permanecerão abertas até as 19h. Os primeiros resultados devem ser divulgados algumas horas após o encerramento da votação, mas a apuração final pode levar semanas.
Os eleitores escolhem entre a conservadora Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (preso por abusos de direitos humanos), e o esquerdista Roberto Sánchez, apoiado pelo ex-presidente Pedro Castillo (preso por tentativa de golpe). Pesquisas indicam empate técnico entre os candidatos.
Levantamentos mostram que os eleitores peruanos estão extremamente preocupados com o crime. As taxas de homicídio e extorsão dispararam, gerando protestos generalizados e a deposição da ex-presidente Dina Boluarte.
Fujimori, que antes tentou se distanciar das políticas autoritárias e duras contra o crime de seu pai, venceu o primeiro turno em abril ao se apoiar no legado do ex-presidente. Esta é a quarta vez que ela disputa um segundo turno presidencial. Em 2021, perdeu por cerca de 45 mil votos (pouco mais de 0,2%) para Castillo.
Sánchez espera replicar a vitória de Castillo ao focar no outro grande problema político do Peru: a desigualdade e a vasta divisão socioeconômica entre a capital Lima e as regiões rurais. Ele prometeu uma agenda de reformas ambiciosas, incluindo nova constituição, revisão das concessões mineiras e aumento do investimento nas regiões rurais.
Suas propostas repercutiram entre grande parte do eleitorado, inclusive no crescente setor mineiro informal, mas abalaram os mercados. As ações peruanas caíram na sexta-feira (5) à medida que sua campanha ganhava força nas pesquisas.
O primeiro turno foi conturbado, com acusações de fraude e ameaças de protestos de ambos os lados. O vencedor da eleição também terá de lidar com um Congresso fragmentado que destituiu três presidentes nos últimos cinco anos.
Com informações de CNN Brasil.