O Peru realiza neste domingo (7) o segundo turno da eleição presidencial, que opõe a conservadora Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, da esquerda. No primeiro turno, em 12 de abril, Fujimori liderou com 17,2% dos votos, cinco pontos percentuais à frente de Sánchez, mas o resultado só foi confirmado após mais de um mês de apuração.

Segundo pesquisa Ipsos realizada no final de maio, os dois candidatos estão empatados tecnicamente: 38% dos entrevistados afirmaram que votarão em Fujimori, enquanto 35% disseram que escolherão Sánchez.

Quem é Keiko Fujimori?

Keiko Fujimori, de 50 anos, nasceu em Lima em 25 de maio de 1975. É a mais velha dos quatro filhos de Alberto Fujimori, ex-presidente do Peru falecido em 2024, e de Susana Higuchi, falecida em 2021. Ela estudou Administração de Empresas e fez mestrado nos Estados Unidos, e afirma que não planejava entrar na política, mas sim ser empresária.

Em 2007, quando era parlamentar, seu pai foi extraditado do Chile para o Peru e, em 2009, condenado a 25 anos de prisão por homicídio qualificado e lesões graves nos casos Barrios Altos e La Cantuta. A família sempre rejeitou as acusações e lutou pela liberdade dele, obtida em dezembro de 2023, após o Tribunal Constitucional validar o perdão humanitário concedido em 2017 pelo então presidente Pedro Pablo Kuczynski.

Esta é a quarta vez que Fujimori disputa a Presidência, tendo chegado ao segundo turno em todas as ocasiões.

Quem é Roberto Sánchez?

Roberto Sánchez, de 57 anos, formou-se em Psicologia Social pela Universidade Nacional de San Marcos, em Lima, e trabalhou como psicoterapeuta na década de 1990. Tem experiência em administração pública no Ministério da Saúde e em outras áreas do governo peruano, além de consultoria privada.

Foi Ministro do Comércio Exterior e Turismo durante o governo de Pedro Castillo, de quem conta com apoio explícito, e foi eleito para o Congresso em 2021, com mandato até 2026. Candidato do partido Juntos por el Perú, Sánchez buscou conquistar o voto rural, segmento fundamental para superar a desvantagem inicial na contagem de votos.

Ele se define como o “candidato presidencial castilista” e defende a reabilitação e a soltura do ex-presidente Pedro Castillo, que governou entre 2021 e 2022 e atualmente cumpre pena de prisão por conspiração para cometer rebelião, acusações que ele nega.

Com informações de CNN Brasil.