Os candidatos à presidência do Peru, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, mantiveram-se em silêncio nas primeiras horas desta segunda-feira (8), sem publicações em redes sociais ou declarações à imprensa, enquanto aguardam o fim da apuração dos votos. Ambos não divulgaram suas agendas e permaneceram em suas residências.
No domingo (7), os dois pediram paciência até que a contagem seja concluída, processo que pode levar vários dias. A eleição ocorre em meio a uma profunda crise de legitimidade política, segundo analistas. O Peru elegerá seu nono presidente em uma década, após sucessivos mandatários terem sido destituídos ou renunciado em meio a escândalos de corrupção. Quatro ex-presidentes estão atualmente presos.
O analista político Jeffrey Radzinsky afirmou que se trata de "uma eleição sem liderança sólida, com grande desconfiança no sistema eleitoral", acrescentando que "a figura do presidente da República perdeu peso no imaginário coletivo". Urpi Torrado, CEO da empresa de pesquisas Datum Internacional, disse que grande parte da votação é impulsionada pela rejeição, e não pelo entusiasmo, com muitos peruanos escolhendo entre os candidatos.
Com informações de CNN Brasil — leia a matéria original.