Um estudo publicado em 11 de março na revista Nature descreve como a molinésia-amazona (Poecilia formosa) conseguiu se reproduzir sem a presença de machos por aproximadamente 100 mil anos. A espécie, encontrada em rios de águas quentes e lentas no México e no sul do Texas (EUA), é um dos raros exemplos de animais assexuados na natureza.

Diferentemente da maioria dos vertebrados, a fêmea da molinésia-amazona utiliza o esperma de machos de espécies próximas apenas para estimular o desenvolvimento dos óvulos, descartando o material genético do parceiro. Esse processo, chamado ginogênese, resulta em clones da mãe, todos do sexo feminino.

A reprodução assexuada traz vantagens, como a eliminação da necessidade de buscar parceiros e evitar cópulas potencialmente violentas. No entanto, a ausência de variabilidade genética torna a espécie mais vulnerável a mudanças ambientais, o que torna sua longevidade evolutiva um objeto de estudo.

Com informações de Veja — leia a matéria original.