A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista neste domingo (7), em um ambiente que combina festa e protesto político. A organização do evento criticou um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo que proíbe a participação de menores de 18 anos e o fechamento de vias públicas para a realização da parada.
Em nota, os organizadores classificaram as medidas como um ataque à liberdade de expressão e à diversidade. O PL 50/2025, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), foi aprovado em primeiro turno no dia 20 de maio. O texto veda a presença de crianças e adolescentes em eventos que façam referência a práticas LGBTQIA+, mesmo com autorização dos responsáveis, e proíbe a interdição de vias públicas para esses fins.
Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada em segundo turno e sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Detalhes do evento
A concentração ocorreu perto da Rua Peixoto Gomide, próximo ao Masp. Os trios elétricos seguiram no sentido da Rua da Consolação. O desfile está previsto para terminar às 18h, na altura da Rua Caio Prado, já próximo ao Parque Augusta.
Entre as atrações confirmadas estão Gloria Groove, Pablo Vittar e Melody.
A CET recomenda que a população utilize transporte público para cruzar a região. Os participantes podem usar as estações de metrô Trianon-Masp, Brigadeiro ou Consolação (Linha 2-Verde), ou Paulista, Higienópolis-Mackenzie e República (Linha 4-Amarela).
Para acessar a Avenida Paulista, é necessário contornar gradis de metal que controlam a entrada do público. Fiscais estão disponíveis para auxiliar, mas não há revista para verificar a entrada de garrafas ou objetos cortantes.
Com informações de InfoMoney.