O Paquistão, que atua como mediador entre Irã e Estados Unidos no conflito em curso, anunciou nesta sexta-feira (12) que as partes chegaram a um “texto final” para o cessar-fogo. A declaração foi feita pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, por meio de sua conta na plataforma X.
“Em meio aos intensos esforços de mediação do Paquistão, estamos plenamente cientes da campanha implacável de desinformação travada por aqueles que buscam sabotar o acordo de paz. Deixando de lado o barulho da mídia, podemos confirmar que um texto final consensual para o acordo de paz foi alcançado”, escreveu Sharif. O premiê acrescentou que o Paquistão trabalha em estreita colaboração com ambos os lados para finalizar os próximos passos e que “a paz nunca esteve tão próxima quanto agora”.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, também se manifestou pela rede social, afirmando que “o memorando de entendimento de Islamabad nunca esteve tão perto de ser concluído” e pediu que a imprensa evitasse especulações sobre o conteúdo enquanto aguarda a finalização. O presidente norte-americano, Donald Trump, republicou a mensagem de Araghchi em sua rede Truth Social.
Segundo as agências Reuters e Bloomberg, o pacto de trégua entre Irã e Estados Unidos deve ser assinado no domingo (14), possivelmente em Genebra, na Suíça. O texto final, de acordo com as agências, deverá ser definido até sábado (13), para que o vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Ghalibaf, possam firmar o memorando.

Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que as partes principais do texto estão praticamente finalizadas, mas apontou que “as posições contraditórias dos Estados Unidos sempre causaram turbulência e interrupções nesse processo”. Ele enfatizou que a República Islâmica agiu com boa vontade, enquanto autoridades norte-americanas teriam mudado de posição e feito “exigências irrealistas”.
Trump, por sua vez, anunciou progressos significativos, afirmando que “as negociações e os pontos finais foram aprovados, tanto em conceito quanto em detalhes, por todas as partes envolvidas”. O presidente ainda disse ter cancelado um terceiro dia de atentados prometidos e que a delegação iraniana lhe garantiu que “nunca terá armas nucleares”.

Com informações de Brasil de Fato — leia a matéria original.