A operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito do caso Master gerou racha interno no PT e ampliou a pressão política sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Planalto, avalia-se que o desgaste é mais político do que eleitoral, mas a preocupação com a imagem de Lula cresce. Na oposição, aliados de Flávio Bolsonaro consideram o episódio um trunfo para usar contra o PT, embora a campanha adote cautela e priorize a agenda de propostas.

Reação de Jaques Wagner

O senador Jaques Wagner afirmou que não pretende abandonar a disputa eleitoral nem deixar a liderança do governo no Senado. Ele minimizou a ação da PF, lembrou que também foi alvo de buscas em 2018 e que, naquele ano, foi eleito senador com votação recorde na Bahia. A declaração foi dada durante o programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo.

Delúbio Soares defende inocência

Pré-candidato a deputado federal por Goiás, Delúbio Soares voltou a defender sua inocência e classificou o escândalo do Mensalão como uma "mentira", fruto de perseguição política. Ex-tesoureiro do PT e condenado no processo do Mensalão, ele afirma que pretende retornar à Câmara para fortalecer a bancada petista e a base de Lula no Congresso.

Tensão diplomática com os EUA

O governo dos Estados Unidos classificou como "perseguição política" a condenação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, confirmada por unanimidade, condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, além de inelegibilidade por 8 anos, por coação no curso do processo. O caso envolve acusações de que ele teria articulado com o governo norte-americano medidas como sanções e tarifas contra o Brasil para pressionar o Judiciário e interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração dos EUA amplia a tensão diplomática entre Brasília e Washington.

Programa Sem Rodeios

O programa Sem Rodeios, que abordou esses temas, vai ao ar às 13h30 ao vivo pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo.