A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nesta segunda-feira, 8, a terceira Avaliação Mundial dos Oceanos (WOA), alertando para uma crise oceânica que se aprofunda e exigindo ação mundial imediata. O relatório, resultado de cinco anos de trabalho de 600 cientistas internacionais, tem 1.352 páginas.

O documento aponta que mudanças climáticas, poluição, sobrepesca e perda de biodiversidade submetem os sistemas oceânicos — que cobrem mais de 70% do planeta — a uma pressão sem precedentes. “O oceano é a base da vida na Terra. Mas sua saúde corre grave perigo, à medida que ecossistemas e habitats se aproximam ou ultrapassam pontos críticos de não retorno”, afirma o texto.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou: “Não podemos continuar tratando o oceano como se fosse ilimitado.” Dados do relatório mostram que cerca de 16% de todo o calor absorvido pelos oceanos desde 1955 ocorreu entre 2018 e 2023. No total, os mares absorveram mais de 90% do excesso de calor gerado pela ação humana e 30% do CO₂ lançado na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis. O aquecimento provoca expansão da água e acelera a elevação do nível do mar.

Com informações de Veja — leia a matéria original.