O Exército israelense realizou ataques que mataram pelo menos 47 pessoas no Líbano nesta sexta-feira (19), de acordo com o Ministério da Saúde libanês. O número torna o dia o segundo mais letal desde o início das hostilidades entre Israel e o Hezbollah, em março. Entre as vítimas, duas crianças foram confirmadas, em ataques que atingiram o sul do país.

As ofensivas ocorreram após o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, ter matado quatro soldados israelenses durante a noite anterior. Em resposta, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hezbollah pagará "preço alto" pelo ataque.

Acordo de cessar-fogo

Ainda nesta sexta-feira, múltiplas fontes informaram à CNN que Israel e o Hezbollah chegaram a um acordo de cessar-fogo, com previsão de entrada em vigor às 16h (horário local) – 10h no horário de Brasília. O acordo, no entanto, não é inédito: esta não é a primeira vez que ataques letais israelenses ocorrem enquanto diplomatas anunciam novas tréguas.

O dia mais letal do conflito foi em 17 de abril, quando 98 pessoas morreram após os Estados Unidos ordenarem a implementação de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano. Na ocasião, ambos os lados acusaram-se mutuamente de violar os termos – dos quais o Hezbollah não fazia parte.

Contexto e reações

A organização Human Rights Watch alertou que o "assassinato de civis" e o "deslocamento de centenas de milhares" de pessoas por Israel "continuaram sem cessar, apesar da declaração de cessar-fogo".

Paralelamente, o Irã teria pedido garantias sobre o Líbano antes de retomar as negociações com os Estados Unidos, segundo fontes citadas pela CNN.