A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo) suspendeu, nesta 4ª feira (25,jun.2026), o exercício profissional da advogada e influenciadora Deolane Bezerra Santos. A medida tem efeito imediato e a impede de atuar na advocacia durante a vigência da punição.
Pela legislação, a suspensão preventiva pode ser aplicada inicialmente por até 90 dias e prorrogada sucessivamente, até o limite de 360 dias. Nesse período, o processo disciplinar deverá ser julgado de forma definitiva.
A entidade não divulgou o motivo da decisão. Os processos disciplinares da OAB tramitam sob sigilo, conforme o Estatuto da Advocacia.
Em nota, a OAB-SP afirmou que “apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento, por representação ou por fatos divulgados publicamente, por meio de seu Tribunal de Ética e Disciplina“. A análise é conduzida pelo Tribunal de Ética e Disciplina da seccional paulista.
Em nota enviada ao Poder360, a defesa de Deolane Bezerra afirmou que “a decisão é equivocada, absolutamente inadequada e será objeto de recurso imediato” e que “reitera sua confiança nas instituições e adotará as medidas cabíveis para restabelecer a legalidade e o pleno direito ao trabalho de Deolane“.
Eis a íntegra da defesa de Deolane
“A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelos advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes, lamenta ter sido surpreendida por notícias na imprensa sobre a suspensão de seu registro na OAB, fixada em 90 dias, ressaltando que tal medida ocorreu sem o devido respeito ao contraditório e ao prévio direito de defesa.
“A decisão é equivocada, absolutamente inadequada e será objeto de recurso imediato. A defesa reitera sua confiança nas instituições e adotará as medidas cabíveis para restabelecer a legalidade e o pleno direito ao trabalho de Deolane“.
Deolane virou ré em investigação sobre PCC
A suspensão se dá uma semana depois de Deolane se tornar ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro, em processo ligado à Operação Vérnix. A denúncia do Ministério Público de São Paulo foi recebida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau em 18 de junho.
A investigação apura supostos repasses de recursos atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Deolane nega as acusações e afirma, por meio de sua defesa, que seus rendimentos têm origem lícita e que ela não possui vínculo com o crime organizado.