Giovanna Antonelli usou seu Instagram para mostrar uma visita a uma ginecologista, onde realizou um procedimento íntimo com laser. “Não precisa fazer muitas sessões, isso que é legal”, disse a atriz, após ouvir da médica que a tecnologia ajuda a tratar alterações ligadas ao envelhecimento. O laser íntimo é uma das técnicas da chamada ginecologia regenerativa, área que reúne procedimentos voltados à função e à estética íntima feminina.

“Esse é um braço da ginecologia. A ideia é melhorar a função e a estética íntima feminina. Para isso, podemos usar tecnologias, aplicação de ácido hialurônico e uso de hormônios locais ou cremes para lubrificação”, explica Patricia Magier, ginecologista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e criadora do Método Plena. Segundo ela, tecnologias como laser de CO2, ultrassom microfocado e radiofrequência podem estimular colágeno, melhorar a vascularização, aumentar a lubrificação e o tônus da região. “A tecnologia é escolhida de acordo com a queixa daquela paciente, mas sempre na tentativa de regenerar, de recuperar aquele tecido, melhorar a sensibilidade ao orgasmo e tratar toda a pele da região”, afirma.

Igor Padovesi, ginecologista referência em cirurgias íntimas femininas, ressalta que não existe um padrão estético único para a região íntima. “É considerado anormal tudo o que causa constrangimento, desconforto, vergonha ou piora da autoestima”, diz. Apesar da popularização dos procedimentos, os médicos reforçam que a indicação deve ser individualizada e feita após avaliação ginecológica. “Como muitos dos sintomas têm causas hormonais, tratá-los sem a terapia de reposição hormonal pode ser como enxugar gelo”, afirma Igor.

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