O ministro Kássio Nunes Marques, alçado à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 12 de maio, com André Mendonça como vice, alterou o regramento da corte menos de dez dias depois, em uma representação sobre propaganda eleitoral irregular de um pré-candidato à Presidência. A mudança ocorreu na primeira ação do tipo sob sua gestão e beneficiou Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que havia entrado com uma ação contra pesquisa eleitoral.

Segundo a denúncia, a modificação permitiu censurar a divulgação de um levantamento, atendendo a pedido do senador. A decisão foi criticada por especialistas em direito eleitoral, que apontaram falta de transparência e possível uso político do tribunal. O TSE não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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