Um novo medicamento oral, o daraxonrasib, apresentou resultados promissores no tratamento do câncer de pâncreas avançado, quase dobrando a sobrevida dos pacientes em estudo clínico. A doença é considerada um dos tipos mais letais de câncer, com baixas taxas de resposta aos tratamentos convencionais.
Segundo oncologistas, o daraxonrasib age inibindo uma via molecular específica, a proteína KRAS, que está mutada em grande parte dos tumores pancreáticos. Essa mutação era antes considerada 'impossível de tratar' por medicamentos direcionados.
Os dados do estudo, ainda não publicados em periódico revisado por pares, indicam que a combinação do daraxonrasib com quimioterapia padrão aumentou a mediana de sobrevida global de cerca de 6 meses para aproximadamente 11 meses. Os efeitos colaterais foram considerados manejáveis.
Especialistas ressaltam que os resultados são iniciais e que mais pesquisas são necessárias para confirmar a eficácia e segurança do fármaco em larga escala. A comunidade médica acompanha com expectativa os próximos passos do desenvolvimento clínico.
Com informações de BBC News Brasil — leia a matéria original.