A política industrial do governo federal, denominada Nova Indústria Brasil (NIB), já disponibilizou R$ 713 bilhões para investimentos em diversos setores da economia. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), desse montante, aproximadamente R$ 653 bilhões foram contratados por empresas brasileiras, financiando mais de 428 mil projetos em todo o país.

Meta e abrangência do programa

Lançada para estimular a reindustrialização, a inovação e o aumento da competitividade, a NIB reúne linhas de crédito, incentivos e programas voltados à modernização do parque produtivo nacional. O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, defendeu que a política industrial deve ser tratada como uma estratégia permanente de Estado, capaz de atravessar diferentes governos e garantir previsibilidade para os investimentos. Segundo ele, a atividade industrial é fundamental para o crescimento econômico e a geração de empregos, evitando perdas de competitividade e atrasos tecnológicos.

Foco no setor automotivo: programa Mover

Entre as iniciativas vinculadas à NIB está o programa Mover, direcionado ao setor automotivo. A proposta oferece incentivos para empresas investirem em tecnologias de redução de emissões, eficiência energética, reciclabilidade e segurança veicular. Conforme o governo, o programa já liberou cerca de R$ 19 bilhões em créditos tributários, contribuindo para a atração de aproximadamente R$ 190 bilhões em investimentos anunciados por indústrias automotivas e de autopeças.

Estrutura de longo prazo e áreas prioritárias

A NIB foi estruturada com metas até 2033, visando ampliar a participação da indústria na economia, estimular a inovação tecnológica e acelerar a transição para uma produção mais sustentável. O programa está dividido em seis áreas prioritárias:

  • Cadeias agroindustriais
  • Complexo industrial da saúde
  • Infraestrutura, saneamento, habitação e mobilidade
  • Transformação digital
  • Bioeconomia, descarbonização e transição energética
  • Tecnologias de defesa

Iniciativas complementares e acordos internacionais

Além dos investimentos internos, o governo aposta na ampliação de acordos comerciais para fortalecer a indústria brasileira no mercado internacional. Durante evento no Rio de Janeiro, o ministro Márcio Elias Rosa destacou o avanço das negociações entre o Mercosul e a União Europeia, além de tratativas com a EFTA, Singapura e Canadá.

Outra iniciativa anunciada recentemente foi o programa Brasil Soberano 2, que prevê R$ 15 bilhões em linhas emergenciais de crédito para mitigar impactos econômicos causados por tensões internacionais e oscilações no comércio global.