O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está buscando uma reunião urgente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o retorno de Trump da cúpula do G7 na Europa, de acordo com uma fonte israelense. O encontro ocorreria em meio a um aumento de tensões relacionadas às negociações com o Irã e ao cessar-fogo com o Hezbollah no Líbano.
Reunião urgente
Segundo a fonte, Netanyahu tenta organizar o encontro para logo depois que Trump voltar da Europa, na próxima semana. O objetivo seria esclarecer e apresentar as posições de Israel nas negociações em curso.
A CNN entrou em contato com o gabinete do primeiro-ministro israelense para comentar o assunto, mas não houve resposta até o momento.
Críticas públicas e divergências
No domingo (14), Trump repreendeu duramente Israel após as Forças de Defesa israelenses atacarem Beirute em resposta a disparos do Hezbollah contra o norte de Israel. O presidente americano afirmou que o ataque à capital libanesa "não deveria ter acontecido" e classificou o ataque do Hezbollah como "muito pequeno e sem significado".
A troca pública de críticas contrasta com a frente unificada que os dois líderes demonstraram no início da guerra envolvendo o Irã. Este é o mais recente episódio de uma série de divergências visíveis à medida que Trump tenta encerrar as hostilidades.
Antes disso, Trump já havia limitado a liberdade de ação militar de Israel no Líbano. Na semana passada, ordenou que Netanyahu cancelasse planos de ataque contra o Irã, depois que Teerã lançou mísseis contra Israel pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril.
Preocupações de Israel
A fonte israelense afirmou que Israel está particularmente preocupado em preservar sua liberdade de atuação contra o Hezbollah no Líbano, enquanto o Irã pressiona pela retirada israelense. O governo israelense também teme que o acordo em negociação entre Washington e Teerã reduza a pressão econômica sobre o Irã sem abordar a questão nuclear. Esse resultado poderia estabilizar o regime iraniano justamente em um momento em que Israel busca enfraquecê-lo ainda mais.