A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou nesta sexta-feira (5) Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato. Ela foi presa na última terça-feira (2) em Joinville (SC) após fingir ser uma adolescente de 12 anos para aplicar golpes.
De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pela investigação, o inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário. O Ministério Público confirmou o recebimento e analisa o documento. Caberá à Promotoria decidir se denuncia Amanda ou solicita mais evidências.
O advogado Rafael Luiz Siewert, que defende a investigada, informou que, após análise dos autos e entrevista com a custodiada, a defesa identificou elementos que justificaram o pedido de realização de exame de sanidade mental. O requerimento foi acolhido pelo Juízo, que determinou a perícia oficial para avaliação da condição psíquica da mulher. A defesa aguarda os resultados, sem data definida, e não comentará o mérito dos fatos neste momento.
Entenda o caso
Amanda foi presa após fingir ser uma adolescente de 12 anos, usando o nome falso de “Gabriele”. Ela chegou a ser adotada por uma família em Joinville, com quem viveu por cerca de um ano. A denúncia partiu de uma tia da família adotiva, que desconfiou da história e procurou a polícia. Antes, a familiar conversou com o pai adotivo, que inicialmente não acreditou no golpe, mas após pesquisas na internet descobriu que a suspeita já havia cometido o mesmo crime em outros locais.
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a mulher ingressou em uma igreja em Joinville e relatou ter sido vítima de maus-tratos pelo pai biológico. O pastor a acolheu e a apresentou a uma família da igreja. Para sustentar o disfarce, ela alegava ser autista e dizia que sua aparência adulta era decorrente do uso forçado de hormônios na infância.
Dentro de casa, a mulher apresentava comportamento infantilizado, como uso de mamadeiras, chupetas e “cheirinhos” para dormir. Ela tinha um quarto pintado de rosa com adereços infantis, fingia crises de pânico e pedia para a mãe adotiva colocá-la na cama. Quando os pais falavam em matriculá-la em escolas ou adotá-la legalmente, ela se recusava, alegando medo do pai biológico.
As investigações revelaram que Amanda tem passagens criminais em outros cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Ela confessou o crime durante o interrogatório formal. Após a prisão em flagrante, foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.
Com informações de CNN Brasil.