A sala de aula é muito mais do que um espaço físico destinado ao ensino. É um ambiente de descobertas, trocas de experiências, construção de conhecimentos e desenvolvimento humano. Na Escola de Gestão Pública do Estado do Ceará (EGPCE), cada sala de aula representa a qualificação que fortalece a gestão pública, aprimora os serviços prestados à população e contribui para a construção de um Ceará cada vez mais eficiente, transparente e preparado para os desafios do presente e do futuro.

Mas antes de cada curso virar realidade, existe um trabalho que vai muito além da sala de aula. A orientadora de Célula da Coordenação Pedagógica da EGPCE, Dorenice Fernandes explica que os cursos da Escola são planejados a partir do levantamento das necessidades de capacitação dos órgãos e entidades da administração pública estadual. “O planejamento considera as demandas institucionais, as prioridades estratégicas do Governo do Ceará, as competências necessárias ao desenvolvimento profissional dos servidores do Estado e dos municípios e as tendências e inovações na gestão pública. Além disso, os conteúdos, as metodologias e a carga horária são definidos de forma a garantir uma aprendizagem significativa, prática e alinhada às necessidades do serviço público”, afirma.

Para que cada curso seja realizado com qualidade, a EGPCE conta com uma estrutura pedagógica e tecnológica que dá suporte às atividades de ensino. Nas salas de aula, são empregados projetores multimídia, computadores, acesso à internet, plataformas digitais e materiais didáticos. Nos laboratórios de informática, os participantes utilizam computadores individuais, principalmente em cursos que demandam atividades práticas. A frequência de utilização desses recursos varia conforme a natureza de cada curso, sendo empregados sempre que contribuem para potencializar o processo de ensino e aprendizagem.

“Na EGPCE, pensamos cada formação de maneira integrada. Investimos em uma estrutura que reúne ambientes presenciais, laboratórios, recursos tecnológicos e plataformas virtuais, aliados a metodologias ativas que colocam o participante no centro do processo de aprendizagem. Essa combinação permite que os atores públicos vivenciem experiências práticas, desenvolvam competências e apliquem o conhecimento em sua realidade de trabalho. Nosso compromisso é inovar continuamente para oferecer uma qualificação cada vez mais dinâmica, acessível e alinhada aos desafios da gestão pública, contribuindo para a entrega de serviços mais eficientes e de qualidade à população”, destaca a diretora da EGPCE, Raquel Mourão.

Sobre como motivar os estudantes, a EGPCE incentiva a participação dos alunos por meio de metodologias ativas de aprendizagem, que valorizam o protagonismo dos participantes e a construção coletiva do conhecimento. São utilizadas estratégias como estudos de caso, rodas de conversa, debates, resolução de problemas, atividades práticas, trabalhos em grupo e compartilhamento de experiências profissionais. Além disso, os instrutores são orientados a promover um ambiente acolhedor e colaborativo, estimulando o diálogo, a reflexão crítica e a participação efetiva dos estudantes ao longo de todo o processo formativo.

O olhar e as perspectivas do instrutor

Com sólida formação acadêmica e ampla experiência na área educacional, o professor Francisco Antonio Taumaturgo de Araújo integra o corpo de instrutores da EGPCE e conduz a oficina Planejamento 50+: Realização e Plenitude na Aposentadoria. Sua atuação é pautada em metodologias participativas que estimulam o protagonismo dos participantes, aliando planejamento estratégico, desenvolvimento pessoal e aplicação prática dos conhecimentos para preparar servidores para uma transição planejada e uma aposentadoria com mais qualidade de vida.

Licenciado em Educação Física, especialista em Gestão Escolar, detentor de MBA em Gestão de Pessoas e MBA em Gestão e Modelagem da Cultura Organizacional, além de mestre em Ciências da Educação, o educador destaca que a elaboração de seus cursos parte da identificação das necessidades de um público específico. A partir dessa percepção, realiza pesquisas bibliográficas sobre os temas a serem abordados, utilizando livros, artigos científicos e outras fontes especializadas para fundamentar o conteúdo.

Segundo o professor, as aulas são estruturadas de forma sequencial e lógica, permitindo que os conteúdos se conectem de maneira progressiva e despertem o interesse dos participantes ao longo de toda a aprendizagem. Para elaborar o material didático, ele utiliza a plataforma Canva, que auxilia na organização das informações e na apresentação dos conteúdos de forma mais dinâmica, clara e atrativa.

“Um dos pilares da minha metodologia é a prática. Gosto de trabalhar com a abordagem ‘mão na massa’, propondo exercícios de interação, reflexão e aplicação imediata dos conteúdos. Assim, os participantes mantêm o foco, se envolvem mais com as atividades e conseguem transformar o conhecimento em ações concretas no dia a dia”, afirma Taumaturgo de Araújo.

Na EGPCE, o professor utiliza recursos tecnológicos como computador e equipamentos multimídia para apoiar as atividades pedagógicas e que a escola oferece um ambiente tranquilo e acolhedor, favorável ao desenvolvimento da aprendizagem.

Para o instrutor, mais do que transmitir conteúdos, o papel do educador é despertar nos estudantes o interesse pela reflexão crítica. A proposta é incentivar a aplicação dos conhecimentos adquiridos tanto na vida pessoal quanto na trajetória profissional dos participantes, fortalecendo processos de crescimento e desenvolvimento contínuo.

Governança e eficiência na gestão contratual

Quando os participantes chegam à sala de aula, grande parte do trabalho já foi realizada. Antes de cada oficina começar, há um processo de planejamento que envolve a definição dos objetivos de aprendizagem, a organização dos conteúdos, a preparação dos materiais didáticos, a atualização das informações técnicas e a estruturação da metodologia que será aplicada durante a capacitação. Nos bastidores, o instrutor busca alinhar teoria e prática para oferecer uma experiência de aprendizagem conectada às demandas reais da administração pública.

Esse é o cuidado adotado por Manoel Hélio de Holanda Neto, instrutor da oficina Treinamento do Sister – Governança e Gestão dos Contratos de Terceirização. Graduado em Licenciatura Específica em Matemática pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e especialista em Ciência de Dados e Big Data Analytics, pela Estácio, ele atua como Assistente de Gestão na Coordenadoria de Gestão dos Serviços Terceirizados (Coset), da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag).

Segundo o instrutor, o planejamento é uma das etapas mais importantes da capacitação. Antes de cada turma, os conteúdos são revisados, os materiais são atualizados de acordo com as mudanças normativas e operacionais do Sistema de Gestão dos Contratos de Terceirização (Sister), e as atividades práticas são organizadas para aproximar os participantes da realidade vivenciada pelos órgãos estaduais.

“Antes de cada turma, existe um trabalho de preparação muito importante. Reviso os conteúdos, atualizo os materiais conforme as mudanças no Sister e organizo as atividades práticas para que o participante encontre uma capacitação alinhada à realidade da gestão pública. Meu objetivo é que, ao final da oficina, ele não apenas conheça as funcionalidades do sistema, mas compreenda os processos que estão por trás da gestão dos contratos de terceirização e se sinta mais seguro para aplicá-los no dia a dia.”

Conhecimento que gera resultados

Ao reunir planejamento pedagógico, infraestrutura, tecnologia e um corpo de instrutores qualificado, a EGPCE consolida um modelo de formação voltado para resultados concretos na administração pública. Mais do que oferecer cursos, a Escola promove experiências de aprendizagem que fortalecem competências, estimulam a inovação e contribuem para uma gestão pública cada vez mais eficiente e preparada para os desafios contemporâneos.

“Nosso propósito é garantir que cada participante saia da sala de aula mais preparado para transformar conhecimento em soluções para o serviço público. Quando investimos na qualificação das pessoas, investimos também na melhoria das políticas públicas e na entrega de serviços de mais qualidade para a população cearense”, conclui a diretora da EGPCE, Raquel Mourão.

O post Muito além da sala de aula: os bastidores da formação que fortalece a gestão pública apareceu primeiro em Governo do Estado do Ceará.