O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, com o tema "Combater o agronegócio é cuidar da natureza". A iniciativa convoca militantes e parceiros a organizar ações em seus territórios, incluindo semeadura de espécies florestais, com o objetivo de enfrentar a crise climática e fortalecer a soberania alimentar.
De acordo com artigo da deputada estadual Marina do MST (PT-RJ), o Rio de Janeiro concentra importantes remanescentes da Mata Atlântica, mas sofre com processos de degradação ambiental ligados à expansão de pastagens, monocultura de eucalipto e complexos portuários para exportação de minérios, como o Complexo do Açu, em São João da Barra. O texto sustenta que os impactos da degradação atingem de forma desigual povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, assentados da reforma agrária, agricultores familiares e moradores de periferias urbanas.

A jornada, segundo o artigo, incentiva a promoção de atividades articuladas de semeadura e mobilização. O MST reafirma o compromisso de "cuidar da terra como quem cuida da própria casa" e destaca que o Rio de Janeiro é cidade e também floresta, com paisagem que precisa ser valorizada e conservada. O texto ressalta ainda que experiências de agroecologia, agricultura familiar, economia solidária e práticas comunitárias apontam alternativas para uma relação equilibrada entre sociedade e natureza.
A deputada afirma que o debate sobre justiça ambiental cresce mundialmente, partindo do princípio de que os benefícios e prejuízos do uso de recursos naturais não podem ser distribuídos de forma desigual. Como exemplos, cita comunidades que perdem acesso à água devido a empreendimentos econômicos, populações tradicionais ameaçadas por monocultivos e famílias expostas a agrotóxicos. O artigo foi publicado pelo Brasil de Fato como opinião e não representa necessariamente a linha editorial do veículo.


Com informações de Brasil de Fato — leia a matéria original.