Moradores de Moscou relataram, na quinta-feira (18), uma 'chuva de óleo preto' após um ataque com cerca de 200 drones ucranianos atingir a refinaria de petróleo MNPZ, responsável por mais de um terço das necessidades de combustível da capital russa. Esta foi a segunda vez na semana que a instalação foi alvo de ataque, que provocou uma explosão e fez o teto se soltar da estrutura.

Conforme a emissora britânica BBC, gotas de óleo preto caíram do céu e mancharam roupas e outros objetos de moradores. As autoridades municipais negaram a ocorrência da 'chuva de óleo', mas emitiram alertas para que a população mantivesse as janelas fechadas e recomendaram que crianças, idosos e pessoas asmáticas deixassem a área afetada pelo ataque.

Ataques simultâneos

Segundo a Rússia, o sistema de defesa aéreo destruiu 555 drones somente na quinta-feira. Na região de Moscou, o prefeito Sergei Sobyanin afirmou ter abatido 180 drones. Como consequência, quatro aeroportos de Moscou foram temporariamente fechados, resultando em mais de 500 voos cancelados ou atrasados.

A Rússia, por sua vez, disparou mísseis contra Kiev também na quinta-feira, pela segunda vez na semana, depois de um ataque que atingiu um dos mosteiros cristãos mais antigos e importantes da Ucrânia, localizado no centro da capital. Já na sexta-feira, bombardeios russos deixaram três mortos na Ucrânia, entre eles uma menina de 8 anos, segundo autoridades ucranianas.

Contexto diplomático

Os novos ataques ocorrem dois dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar ter tido 'boas conversas' com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre o conflito entre as duas nações. A declaração foi feita a repórteres durante a reunião do Grupo dos Sete (G7) na França. Não ficou claro quando ocorreu a 'conversa positiva' entre Trump e Putin, mas uma ligação entre os líderes aconteceu no domingo (14), ocasião em que Putin telefonou para parabenizar Trump pelo seu 80º aniversário. Anteriormente, Trump disse que a Rússia 'deveria alcançar um acordo' com a Ucrânia e que Moscou 'perdeu uma quantidade enorme de pessoas'.