A venda de 32 unidades de bitcoin (BTC) pela Strategy, empresa do evangelista da criptomoeda Michael Saylor, movimentou o mercado na primeira semana de junho. A transação, de aproximadamente US$ 2,5 milhões, representa a primeira venda de bitcoin pela companhia desde dezembro de 2022, quando se desfez de 704 BTC, conforme o analista on-chain Ai Yi.
Apesar de o valor ser pequeno diante da maior carteira privada de BTC do planeta, avaliada em cerca de US$ 61 bilhões, o movimento acendeu um alerta entre investidores. Nos três primeiros dias de junho, o bitcoin registrou queda superior a 12%.
Diante do cenário de turbulência, analistas consultados pelo Crypto Times apontam perspectivas melhores para a maior criptomoeda do mundo. Especialistas do Mercado Bitcoin (MB), Coinext, Mynt (BTG Pactual), Bitso e Vault Capital indicaram quais criptomoedas, além do BTC, tendem a ser boas escolhas para o momento.
Outro destaque da semana foi o volume de saques de ETFs e fundos de criptomoedas, que superou US$ 4,2 bilhões em três semanas, segundo levantamento. O montante de ativos sob gestão (AuM) caiu para US$ 141 bilhões, ante US$ 148 bilhões na semana anterior, o menor nível desde o início de abril. O padrão lembra o episódio de janeiro a fevereiro, que resultou em cinco semanas consecutivas negativas.
No mercado brasileiro, a diretora-presidente da Abcripto, Julia Rosin, afirmou que o país vive um processo consistente de institucionalização do mercado de ativos digitais, em coluna sobre criptomoedas, pirâmides e lavagem de dinheiro.
Com informações de Money Times.