O México, primeiro país a sediar três edições da Copa do Mundo, trata o torneio de 2026 como uma oportunidade de impulsionar a economia e o turismo. Com investimentos superiores a R$ 40 bilhões em infraestrutura, o país espera receber mais de 5 milhões de turistas durante o evento, que será realizado em parceria com Estados Unidos e Canadá.

O México receberá 13 dos 104 jogos do torneio, distribuídos entre Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. A abertura ocorrerá no Estádio Azteca, que se tornará o primeiro palco a sediar partidas inaugurais de três Copas do Mundo diferentes.

As projeções indicam uma receita superior a US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,2 bilhões) com o evento. Apenas a Cidade do México espera movimentar até R$ 11 bilhões em receitas ligadas à competição. O fluxo de turistas representaria um crescimento de 44% em relação ao movimento normalmente registrado no mesmo período.

Segundo projeções do Bank of America, parceiro oficial da FIFA, a Copa de 2026 deverá movimentar US$ 41 bilhões (aproximadamente R$ 205 bilhões) e gerar mais de 800 mil empregos nos três países-sede.

Joaquim Lo Prete, Country Manager da Absolut Sport no Brasil, agência especializada em hospitalidade esportiva, destacou a procura crescente por pacotes que incluam os três países-sede. “O México, por exemplo, além da paixão pelo futebol, oferece atrativos culturais e gastronômicos únicos”, afirmou.

O novo formato da Copa, com 48 seleções, deve ampliar a circulação de torcedores. Alexandre Vasconcellos, gerente regional da Flashscore no Brasil, observou que “16 equipes a mais terão torcidas se deslocando para as sedes, o que vai aumentar o fluxo de turistas”. Ele comparou o potencial turístico do México com o do Brasil: “O México recebe quase seis vezes mais visitantes internacionais que nós”.

Dados da Federação Mexicana de Futebol indicam que o setor turístico deverá movimentar cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) em hotéis, restaurantes e agências de viagem. Também são esperados mais de 24 mil novos empregos, impulsionados pelas obras de modernização dos estádios, que somam US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão).

Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, avaliou que o evento é uma oportunidade para “desmistificar estereótipos e publicitar o país, suas cidades, cultura”. Ele destacou que Monterrey será a maior beneficiada, mostrando um México fora dos tradicionais guias de viagem.

A Confederação Mexicana de Empregadores (Coparmex) estima que apenas a capital terá um impacto econômico de aproximadamente R$ 7,5 bilhões durante a competição, além da criação de pelo menos 120 mil empregos.

Otávio Pedroso, arquiteto da Recoma, especialista em estruturas para eventos esportivos, afirmou que a Cidade do México tem investido em melhorias na infraestrutura esportiva para receber o público. “Estamos falando de um país apaixonado por futebol e acostumado a receber grandes competições”, disse.

Com informações de InfoMoney.