Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, instituições financeiras e consultorias têm divulgado projeções sobre o possível vencedor do torneio. Embora o futebol seja considerado imprevisível, bancos como UniCredit, XP, Natixis, Bank of America e Goldman Sachs, além da consultoria 4intelligence, elaboraram modelos quantitativos e análises econômicas para estimar as chances de cada seleção.

França é a favorita na maioria das análises

A XP desenvolveu um modelo quantitativo que realizou 10 mil simulações do torneio combinadas com o histórico de partidas. Segundo esse método, a França é a favorita, com 9% de chances de vencer, seguida pela Espanha (6,4%) e Argentina (6,1%). O Brasil aparece em quarto lugar, com 6% de chances. O modelo também indica 93% de probabilidade de o Brasil chegar às oitavas de final e 39% de alcançar as quartas. Caso chegue à final, o país teria 59% de chances de ser campeão.

A Natixis, instituição financeira francesa, também aponta a França como favorita, com 26% de chances, e a Espanha em segundo, com 25%. O modelo da Natixis é baseado no método Dixon-Coles e realiza 100 mil simulações de Monte Carlo.

O Bank of America não criou um modelo próprio, mas compilou indicações: uma pesquisa interna mostrou que 40% dos entrevistados acreditam na França como campeã. O banco também consultou a inteligência artificial Copilot, da Microsoft, que indicou a França, e o mercado de previsões Polymarket, onde a França liderava as apostas em abril.

Economista com histórico de acertos aposta na Holanda

O economista alemão Joachim Klement, que desde 2014 desenvolve um modelo econométrico para prever o vencedor, tem 100% de acerto em suas previsões anteriores. Seu modelo considera PIB, população, temperatura no país de origem, o fato de ser país-sede e o ranking da Fifa. Para 2026, Klement projeta a Holanda como campeã, vencendo Portugal na final. Segundo ele, o Brasil perderá para o Japão ainda no round de 32.

Espanha também é cotada

O Goldman Sachs desenvolveu um modelo que considera histórico e fatores geográficos. Nele, a Espanha é a favorita, com 26% de chances, seguida pela França (19%) e Argentina (14%). O Brasil aparece em quarto, com 8%. O banco planeja atualizar o modelo diariamente durante o torneio com base no desempenho das equipes.

A consultoria 4intelligence também aposta na Espanha, com 11,05% de chances, seguida pela França (10,85%). O Brasil aparece em sexto lugar, com 5,03%, atrás de Inglaterra, Portugal e Alemanha.

Modelo do UniCredit contraria analistas

O UniCredit, em seu relatório “Previsões de futebol e armadilhas da Copa do Mundo”, considera cultura do futebol, vantagem de jogar em casa, desempenho passado e jovens talentos. O modelo aponta que Argentina vencerá a França na final, repetindo o confronto de 2022, com o Brasil conquistando o terceiro lugar contra a Espanha. O banco também prevê que Estados Unidos e Canadá chegarão às quartas de final, impulsionados por jogarem em casa.

O UniCredit destaca que esta será a primeira Copa com 48 seleções e 104 jogos, além de ser a maior em dimensões geográficas, com três países-sede e 16 cidades-sede. “Mais equipes significam mais partidas, mais azarões e mais riscos para um favorito escorregar numa casca de banana”, afirma o banco.

Com informações de InfoMoney.