Na véspera dos ataques americanos contra o Irã, mais de meio bilhão de dólares foi movimentado por usuários que tentavam prever quando a ofensiva ocorreria, segundo informações do mercado de previsões. O episódio chamou a atenção para esse setor financeiro relativamente novo, que se tornou popular nos Estados Unidos e começa a se expandir para o Brasil.
Nessas plataformas, pessoas compram contratos ligados à ocorrência — ou não — de eventos futuros, como guerras, eleições, casamentos de celebridades e até o retorno de Jesus Cristo. Defensores do setor argumentam que ele representa uma evolução do mercado financeiro tradicional e pode ajudar a medir expectativas da sociedade sobre acontecimentos futuros.
Críticos, porém, questionam se os mercados de previsão não seriam, na prática, uma nova versão das apostas online, com riscos semelhantes e dilemas éticos envolvendo contratos ligados a guerras, mortes e tragédias humanitárias. O repórter Shin Suzuki, da BBC News Brasil, explica como funciona o mercado de previsões e como ele pode influenciar a forma como as pessoas encaram o futuro.
Com informações de BBC News Brasil.