O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros “não são legítimos”. Segundo o chanceler, o governo brasileiro já enviou aos EUA informações para contestar as investigações que podem resultar em uma tarifa adicional de 12,5%.

Vieira declarou que é interesse do Brasil manter conversas com os EUA após a divulgação dos relatórios finais das investigações relacionadas à Seção 301. Os documentos foram apresentados antes do prazo estabelecido na reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês de maio.

Ainda não há data para a conclusão das negociações com os Estados Unidos. O presidente Lula confirmou presença na reunião do G7, que ocorrerá em Evian, na França, mas não está confirmado se haverá um encontro bilateral entre Lula e Trump para tratar do tema.

Uma investigação dos EUA concluiu que 60 economias, entre elas o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs uma tarifa adicional de 12,5% para o Brasil. Para economias que já possuem alguma proibição parcial ou se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco, a tarifa proposta é de 10%. A União Europeia está entre os alvos dessa tarifa.

A medida ainda passará por consulta pública antes de ser implementada. O governo americano receberá comentários por escrito até 6 de julho de 2026. No dia seguinte, o USTR realizará audiências públicas para discutir as ações propostas.

Com informações de G1 — Política.