O Brasil estreou na Copa, contra Marrocos, com Igor Thiago como titular. Foi um fiasco. Ele é um jogador de último toque, que só rende dentro da área. Artilheiro, sim, mas com todo mundo trabalhando para ele. Na Argentina é assim, com Messi, e vamos parar por aqui, porque comparação não há.

Ancelotti já mexeu no primeiro jogo. Colocou Luiz Henrique no lugar dele e Matheus Cunha no lugar de Paquetá. O time foi se ajeitando. Na segunda partida, contra o Haiti, toda a torcida pedia Endrick e Ancelotti colocou Matheus Cunha.

E a mágica se fez.

Tudo deu certo.

Matheus Cunha não é um centroavante fixo. Ele volta para ajudar na marcação, ajuda o meio-campo e também chega na área. Contra o Haiti, transformou em gols os dois presentes que recebeu de Vinícius Jr. Contra a Escócia, começou a jogada do segundo gol e fez o terceiro, completando o passe de Bruno Guimarães.

É um jogador muito útil porque não temos um meio-campo brilhante. Paquetá é mais um vaga-lume do que um farol, seu brilho não é constante, apaga e acende. Matheus Cunha e suor e também talento.

Ele é titular de Ancelotti. Mesmo com Neymar voltando. Mesmo com Raphinha se recuperando. Eles podem até ter lugar no time, Raphinha talvez na direita, brigando com Rayan e Neymar, não sei onde, o melhor lugar mesmo é o banco de reservas, entrando para dar um fôlego a um time cansado. O problema, para Neymar, é que Matheus Cunha não se cansa.