O ex-ministro Márcio França (PSB) afirmou no final da tarde desta sexta-feira, 5, que mantém sua pré-candidatura ao Senado, mesmo sob pressão para aceitar ser o candidato a vice-governador na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Em postagem em sua rede social, França declarou: “Sigo com minha pré-candidatura ao Senado”.
França tem sido pressionado inclusive pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor a chapa como vice de Haddad. O ex-ministro esteve com Lula na semana retrasada para discutir o assunto, mas nenhuma decisão foi tomada. A intenção do PT é formar a chapa ao Senado com as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
No entanto, França resiste, assim como o PSB, que reiterou diversas vezes não ver problema em ocupar as duas vagas ao Senado. “O que importa é que estaremos do mesmo lado. Haddad, Márcio França, Simone e Marina. Esse é o time do Lula em SP. Mas as posições ainda não estão definidas. As convenções são só em julho”, disse França. Ele também divulgou uma pesquisa eleitoral que o coloca na liderança da corrida ao Senado em São Paulo.
Segundo a última pesquisa Genial/Quaest, do final de abril, França aparece em segundo lugar, mas empatado numericamente com o líder nas três simulações realizadas, com percentuais entre 12% e 14% das intenções de voto. Nas três situações, quem lidera é Tebet, com 14% a 15%.
Embora França negue a possibilidade e mantenha sua candidatura, o desfecho com ele sendo efetivamente o candidato a vice de Haddad não está descartado, especialmente porque esse é um desejo de Lula.
Retrospecto eleitoral
França foi candidato ao Senado em 2022, mas perdeu a eleição nas últimas semanas ao ser ultrapassado pelo ex-astronauta Marcos Pontes (PL). Ele obteve 36,3% das intenções de voto contra 49,7% do adversário. Naquela eleição, apenas uma vaga estava em disputa — em outubro deste ano, serão duas.
Márcio França já foi vice-governador de São Paulo, eleito em 2014 na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin. Em abril de 2018, tornou-se governador com a renúncia do titular para disputar a Presidência. França tentou se manter no cargo na eleição daquele ano, foi ao segundo turno, mas acabou derrotado por João Doria em uma disputa apertada (51,7% a 48,3% na votação final).
Com informações de Veja.