O governo do Rio, sob a liderança do desembargador Ricardo Couto, superou nesta quinta-feira, 25, a marca de 4 mil exonerações de comissionados em apenas três meses. Os desligamentos – de exatamente 4.033 servidores até hoje – começaram assim que o presidente do Tribunal de Justiça assumiu o estado com a renúncia de Cláudio Castro (PL), em 23 de março. Não à toa, o magistrado ganhou dos fluminenses nas redes o apelido de “mãos de tesoura”.
O número foi divulgado pelo governo em tom de comemoração: as demissões em massa, em parte de funcionários fantasmas, devem gerar uma economia de mais de R$ 230 milhões aos cofres do estado até 31 de dezembro deste ano. Couto herdeu um déficit de R$ 19 bilhões para 2026, mas já prometeu fechar as contas com superávit de R$ 5 bilhões.
Mais exonerações à vista
As demissões no Diário Oficial não têm data para acabar. Elas devem alcançar 6 mil, porque as secretarias e entidades da administração indireta seguem sendo auditadas, sob a coordenação da Casa Civil. Servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ) integram a força-tarefa que faz a varredura em contratos e cargos a partir do ano de 2025.
A pasta que chama atenção pelo volume de gente dispensada é a própria Casa Civil, hoje sob o comando do procurador do estado Flávio Willeman: a secretaria perdeu mais da metade dos seus comisisonados – o corte foi de 60% com mais de 800 exonerações. Três subsecretarias, incluindo uma inusitada de Gastronomia, foram extintas. Outras acabaram transferidas.
Gastos com combustível
O balanço desta quinta dá destaque ainda para a redução de gastos com combustível nos deslocamentos dos gestores de primeiro escalão. As despesas do tipo caíram de R$ 93 mil, valor registrado em março deste ano, para R$ 49 mil em junho. A redução é de 47%.
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