A inteligência artificial está ganhando espaço entre as prioridades de investimento das pequenas e médias empresas brasileiras. Segundo a segunda edição da pesquisa “Na Rota do E-commerce”, realizada pela Loggi em parceria com a Opinion Box, 55% dos empreendedores pretendem investir em soluções de IA nos próximos 12 meses.
O levantamento indica que a tecnologia deixou de ser vista apenas como uma ferramenta de marketing e passou a ocupar áreas consideradas estratégicas para o crescimento dos negócios. Embora marketing e produção de conteúdo ainda liderem as intenções de investimento, com 61% das respostas, a inteligência artificial avança também para gestão e planejamento (46%), vendas (40%) e análise de dados (37%).
A adoção da tecnologia já alcança até setores tradicionalmente menos digitalizados. De acordo com a pesquisa, 28% dos empreendedores pretendem utilizar IA no desenvolvimento de produtos, enquanto 24% enxergam oportunidades na operação e logística.
Para Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi, a inteligência artificial deixou de ser uma aposta futura e passou a desempenhar um papel relevante na expansão dos negócios digitais. “A IA deixou de ser uma aposta e passou a ser uma alavanca de crescimento para as PMEs na gestão de suas vendas online. Quanto mais a tecnologia se conecta à venda e à operação logística, maior é o ganho em eficiência, previsibilidade e capacidade de escalar o negócio”, afirma.
Na hora de escolher uma solução de IA, os empreendedores priorizam ferramentas que ofereçam resultados rápidos e implementação simplificada. O custo-benefício aparece como principal fator de decisão, citado por 53% dos entrevistados. Em seguida aparecem a facilidade de uso (52%) e o ganho de produtividade (50%).
Continua após a publicidadeOutros aspectos também são considerados, embora com menor peso. Segurança de dados foi mencionada por 36% dos participantes, enquanto integração com sistemas já existentes aparece para 26%. A reputação do fornecedor foi apontada por 16% dos empreendedores.
Segundo Juliana Fracchia, a busca por soluções práticas reflete uma preocupação crescente das empresas com eficiência operacional e competitividade. “Os dados mostram que o empreendedor busca soluções com resultado rápido e fácil implementação. Mais do que complexidade, a operação precisa de eficiência prática, com tecnologia gerando impacto direto no dia a dia e no crescimento das empresas”, diz.
A pesquisa foi realizada entre fevereiro e março de 2026 e ouviu mais de 150 empreendedores de e-commerce de todo o Brasil. Os participantes possuem faturamento anual entre 80 mil e 5 milhões de reais, faixa que representa uma parcela significativa do universo das pequenas e médias empresas brasileiras.
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