O presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do partido no Senado, sobre sua relação com o Caso Master antes da operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18). De acordo com fontes do governo, Lula abordou o senador mais de uma vez desde que surgiram suspeitas de que o PT da Bahia estaria envolvido no caso. Em todas as ocasiões, Jaques Wagner afirmou que não havia nada.

Investigação da PF

A investigação da PF indica que Wagner mantém uma relação próxima com o empresário Augusto Lima, um dos suspeitos ligados a Daniel Vorcaro, do Banco Master. A operação desta quinta-feira teve o senador como um dos alvos.

Posição do governo e reações

Até o momento, não há posicionamento oficial do governo federal sobre a situação de Jaques Wagner após a operação, nem se há ameaça à sua posição como líder do governo no Senado. O próprio senador afirmou considerar "muito difícil" que Lula mexa em sua posição, citando a relação de confiança construída ao longo de 45 anos de amizade. Aliados do presidente, no entanto, apontam que a proximidade de Lula com o processo eleitoral e a possibilidade de ter um líder implicado no escândalo do Master podem gerar impactos políticos, levando integrantes do Planalto a questionar a permanência de Wagner no cargo.

Independentemente de eventual comprovação de crime, a proximidade de Jaques Wagner com o Caso Master já causa constrangimento considerável ao governo, constrangimento que Lula tentou evitar ao questionar o próprio senador.