O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reuniram-se nesta quarta-feira (17) em Évian, na França, durante a programação paralela da cúpula do G7. O encontro teve como foco principal a guerra entre Rússia e Ucrânia e as possibilidades de uma solução diplomática para o conflito.

Declarações de Lula

Após a reunião, Lula afirmou que ouviu as avaliações de Zelensky sobre a situação atual do conflito, as possibilidades de um cessar-fogo e a busca por uma solução diplomática. “Por cerca de 40 minutos, ouvi suas avaliações sobre as situações atuais do conflito, das possibilidades de um cessar-fogo e a busca de uma solução diplomática. Expus minha expectativa de que o Conselho de Segurança da ONU possa atuar de forma mais efetiva para encerrar um conflito que já dura mais de quatro anos. Acordamos manter contato nas próximas semanas”, declarou o presidente brasileiro.

Visão de Zelensky

Zelensky também divulgou uma nota avaliando positivamente o encontro. Segundo ele, a conversa tratou dos esforços para encerrar a guerra iniciada pela Rússia e permitiu a troca de informações sobre iniciativas diplomáticas em andamento. “O presidente compartilhou suas opiniões sobre possíveis abordagens diplomáticas. Eu informei sobre a atitude real da sociedade russa em relação à guerra, bem como sobre nossa interação diplomática com os EUA e outros parceiros. Acordamos sobre contatos futuros”, afirmou o líder ucraniano.

Antecedentes do diálogo

Os dois presidentes já haviam se encontrado em setembro de 2025, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Na ocasião, Zelensky declarou que “Lula me disse que fará o possível para a paz na Ucrânia” e elogiou “as sinalizações feitas pelo Brasil”. O governo brasileiro informou que Lula reafirmou sua posição de que “não haverá saída militar para o conflito”, além de apoiar o diálogo direto entre as partes e o fortalecimento do papel da ONU na busca por uma solução negociada.

O governo ucraniano tem sinalizado interesse em ampliar a participação brasileira nas negociações. Em entrevista à revista Veja, o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que seu país “conta com um papel mais ativo do Brasil” nos esforços diplomáticos e elogiou iniciativas de interlocução conduzidas por Lula junto ao presidente russo, Vladimir Putin.