O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta segunda-feira 15 em Évian-les-Bains, na França, para participar da cúpula do G7, grupo que reúne as maiores economias do mundo. Embora o Brasil não integre o bloco, Lula foi convidado e chega com uma agenda de reuniões bilaterais e a expectativa de um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Possível encontro com Trump e a questão tarifária
A reunião entre Lula e Trump ainda não foi marcada, nem houve pedido formal de qualquer lado. O Palácio do Planalto, no entanto, mobilizou-se para garantir a presença do brasileiro desde o primeiro dia da cúpula, diante da possibilidade de Trump participar apenas da abertura. O governo vê no encontro uma oportunidade para discutir a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Nos Estados Unidos, está em análise uma proposta de tarifa adicional de 25% sobre exportações do Brasil, sob alegação de práticas comerciais desleais. Essa taxa poderia ser somada a outra sobretaxa de 12,5%, relacionada a supostas falhas no combate ao trabalho forçado.
Agenda de reuniões bilaterais
Além da tentativa de aproximação com Trump, Lula cumpre uma série de encontros bilaterais. Na segunda-feira, estão previstas reuniões com o presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, e com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza. Na terça-feira 16, conversas com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi. Mais cedo, Lula já se encontrou com o presidente da Suíça, Guy Parmelin. O petista também pretende dialogar com líderes da Alemanha, Canadá, Itália e Reino Unido.
Posições do Brasil na cúpula
Nos debates do G7, Lula deve defender posições já apresentadas pelo governo em fóruns internacionais: reforma dos organismos multilaterais, fortalecimento do sistema internacional de comércio e ampliação da participação de países em desenvolvimento nas decisões globais. O presidente também deve criticar medidas protecionistas e ações unilaterais no comércio internacional.
Inteligência artificial e regras globais
Outro tema central da agenda é a inteligência artificial. Lula participará de uma discussão sobre o assunto e defenderá a criação de regras globais para o setor. Ao mesmo tempo, reforçará que o Brasil está aberto a investimentos de empresas de tecnologia, desde que respeitem a legislação brasileira.