O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em cerimônia no Palácio do Planalto, um conjunto de medidas voltadas à preservação dos biomas brasileiros e ao enfrentamento das mudanças climáticas. O evento marcou a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
Entre os atos assinados, estão decretos que criam novas unidades de conservação, como o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará. Também foram ampliados os parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí. Lula ainda sancionou a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga e assinou um decreto que simplifica repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, com foco em prevenção e combate a incêndios florestais.

“Pela primeira vez, a gente está saindo na frente, na luta para combater as possíveis queimadas que virão, porque a perspectiva é de que o El Niño vai ser muito violento, e de que a gente pode ter mais desastres climáticos. Pela primeira vez, nós estamos preparados antecipadamente para enfrentar essa situação”, afirmou Lula. O presidente acrescentou que o pacote demonstra que “o Brasil passa a ser um país com mais credibilidade no mundo para cuidar da questão ambiental.”
O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, do MapBiomas, registrou que em 2025 o país ficou abaixo de 1 milhão de hectares desmatados — 984,7 mil hectares —, fato inédito. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou que a queda ocorreu em diferentes biomas: “na Amazônia, a diminuição foi de 50% e segue caindo. No Cerrado, foi de 32%; e no Pantanal, 63%.”

Capobianco afirmou que desde 2023 “o Brasil retomou a governança ambiental e colocou a questão climática e ambiental no centro das políticas públicas nacionais. Saímos de um período de desestruturação institucional para reconstruir as capacidades do Estado, fortalecer os órgãos ambientais, recuperar instrumentos de planejamento e restabelecer a coordenação entre o Governo Federal, os estados, os municípios e a sociedade.”
No evento, foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para ações do Ibama e do ICMBio. Também foram assinados atos que destinam R$ 834 milhões do Fundo Clima, administrado pelo BNDES, para empresas e organizações da sociedade civil com projetos de restauração da vegetação nativa. Para a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, “além de enfrentar o desmatamento, nós estamos reconstruindo as nossas florestas. Esses R$ 834 milhões vão gerar R$ 3 bilhões, porque tem dinheiro das empresas que está entrando também para restaurar.”
O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela ONU durante a Conferência de Estocolmo.
Com informações de Agência Brasil — Política — leia a matéria original.