A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) projeta que o lucro global das companhias aéreas terá uma queda de 49% em 2026, em decorrência das tensões no Oriente Médio após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã no fim de fevereiro. O conflito elevou o preço do petróleo e restringiu rotas aéreas na região.
Segundo a Iata, os ganhos líquidos do setor em 2026 devem somar US$ 23 bilhões, bem abaixo da projeção anterior de US$ 41 bilhões. Em 2025, o lucro foi de US$ 45 bilhões. Os dados foram apresentados neste domingo (7.jun.2026) durante a Assembleia Geral Anual da entidade, realizada no Rio de Janeiro.
A estimativa é que o setor transporte 5,1 bilhões de passageiros em 2026. O lucro por passageiro deve cair para US$ 4,50, quase metade dos US$ 9,10 registrados no período anterior.
“As companhias aéreas do Golfo enfrentam incertezas operacionais após o fechamento quase completo do espaço aéreo no início da guerra. Essas companhias estão fazendo um trabalho incrível para manter a conectividade, mas impactos financeiros são inevitáveis”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da Iata.
América Latina
A Iata informou que o lucro das empresas aéreas da América Latina deve ser de US$ 1,2 bilhão em 2026, contra US$ 1,9 bilhão no ano anterior. A redução também é atribuída às tensões do conflito no Oriente Médio.
“As condições de demanda na América Latina permanecem mais sensíveis do que em outras regiões, refletindo níveis de renda mais baixos e uma menor participação de viagens a negócios na demanda total por transporte aéreo”, diz a associação.
No Oriente Médio, a situação é a pior: a Iata projeta prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões para as empresas da região. Em 2025, elas haviam registrado lucro de US$ 7,2 bilhões.
Com informações de Poder360.