Luana Piovani. Foto: Reprodução

Luana Piovani recebeu R$ 300 mil de um sindicato para produzir conteúdos nas redes sociais contra a PEC 65/2023, proposta que prevê autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central. A informação consta em ata de reunião do Conselho Regional do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), segundo a Folha de S.Paulo.

A contratação da atriz aparece registrada em uma reunião extraordinária de trabalho realizada às vésperas da votação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O documento trata a participação de Piovani como parte de uma campanha de comunicação institucional.

De acordo com a ata, o sindicato escolheu a artista por sua “atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população”. Piovani tem mais de 5,6 milhões de seguidores nas redes sociais.

A PEC 65/2023 trata da mudança no modelo do Banco Central e amplia a autonomia financeira e orçamentária da instituição. Críticos da proposta afirmam que a alteração muda a natureza jurídica do BC e afeta a forma como a autarquia se vincula ao Estado.

Ata do Sinal detalha origem do dinheiro e plano de comunicação

O documento também informa que o valor pago a Luana Piovani saiu integralmente de receitas provenientes das contribuições mensais dos servidores filiados ao sindicato. A ata não menciona uso de recurso público para custear o contrato.

A presidente do conselho regional citada no documento afirmou que pretende propor, na campanha salarial de 2027, investimento em publicidade em TV, rádio e outros meios. Segundo a ata, a ideia seria divulgar a relevância do trabalho dos servidores do Banco Central para a sociedade e enfatizar pautas aprovadas pela categoria.

No vídeo publicado no Instagram no dia 9, Piovani criticou a proposta e pediu atenção de seus seguidores. “Meu povo, bora ficar atentos que as PECs tão aí! Vejam essa ultima: a PEC do Banco Central”, escreveu a atriz na publicação.

Na gravação, ela afirmou que “A Pec do Banco Central não é sobre autonomia, ela pretende mudar a natureza jurídica da instituição”. Piovani também disse que a PEC 65 “é um tapa na cara do povo” e citou funções do BC como fiscalização, regulação, emissão de moeda e poder de polícia.

A atriz encerrou a mensagem defendendo a manutenção do Banco Central como autarquia. “Os recursos provenientes de ativos financeiros administrados pelo Banco Central são do povo brasileiro, não podem ser usados para bancar uma instituição apartada do Estado e a mercê dos interesses do mercado financeiro e dos bancos. A garantia da gratuitidade do PIX é manter o BC como autarquia, com servidores estatutários e carreira típica de Estado”, declarou.

Veja:

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Luana Piovani (@luapio)