A atriz Luana Piovani foi contratada pelo sindicato que representa os servidores do Banco Central para se posicionar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que prevê autonomia financeira e administrativa à instituição. Segundo a Folha, ela recebeu R$ 300 mil para gravar um vídeo criticando o texto.
Na tarde de 9 de julho, foi realizado um encontro virtual entre a atriz e a direção do conselho regional do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) no Distrito Federal, que aprovou o pagamento do valor. Neste mesmo dia, véspera da votação da PEC, Piovani compartilhou uma postagem em seu perfil no Instagram criticando a emenda.
Na ocasião, a atriz utilizou a hashtag #publi, indicando o conteúdo pago, e também marcou os perfis do Sinal Nacional e da regional DF do sindicato. De acordo com a ata, a presidente do Sinal-DF Edna Velho, que também é diretora de relações externas da executiva nacional do sindicato, falou logo no início da reunião sobre a importância de uma “atuação mais incisiva” da entidade nas redes sociais para falar sobre “os riscos da PEC”.
“Nesse contexto, foi sugerida a contratação da atriz e influenciadora Luana Piovani para participar de campanha de comunicação voltada à crítica da PEC, considerando sua atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população”, diz o texto acessado pela Folha.
“A proposta da contratação foi colocada em votação com valor de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pela campanha em questão”, acrescenta o documento, que também registrou que a aprovação da contratação da influenciadora e do limite financeiro receberam cinco votos favoráveis e uma abstenção.
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