O acordo de 14 pontos entre Estados Unidos e Irã foi assinado oficialmente na quarta-feira (17) pelo presidente americano, Donald Trump, e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, entrando em vigor imediatamente, conforme autoridades iranianas e paquistanesas. O documento, chamado de “Memorando de Entendimento de Islamabad”, estabelece como medidas iniciais a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e o início do fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, de acordo com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.

Líderes mundiais reagiram ao pacto, que também gerou críticas de senadores democratas nos Estados Unidos. A Suíça informou que conversas entre EUA e Irã seguem previstas para a sexta-feira (19). O presidente Trump afirmou que o acordo de paz “não foi fácil”, enquanto a China celebrou o resultado. A Alemanha enviou navios ao Mar Vermelho para possível missão em Ormuz.

Reações internacionais

O presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu Trump para um jantar durante a Cúpula do G7, afirmou que o acordo “abre caminho para uma paz duradoura” e levará à queda dos preços da energia. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, saudou o acordo em um telefonema com seu homólogo iraniano, declarando que “chegou o alvorecer da paz”, segundo a mídia estatal chinesa.

O Paquistão, que mediou as negociações entre Washington e Teerã, endossou o acordo, com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif afirmando: “A assinatura deste acordo no mais alto nível dos respectivos governos demonstra o compromisso de ambos os lados com uma resolução diplomática do conflito.” O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que “acolhe com satisfação” o memorando, que irá “reduzir” a capacidade nuclear do Irã e “restaurar a liberdade de navegação”.

Críticas de senadores democratas dos EUA

Diversos senadores democratas americanos criticaram o acordo, argumentando que ele beneficia o Irã em detrimento dos Estados Unidos. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o pacto “será considerado um dos maiores desastres americanos, e isso porque Trump começou essa guerra”, acrescentando: “ele não sabia como terminá-la”.

A senadora Elizabeth Warren declarou à imprensa no Capitólio: “Eu entendo como os iranianos saem ganhando com este memorando de entendimento, mas certamente não vejo como isso ajuda uma única família americana.” O senador democrata da Califórnia, Adam Schiff, disse: “Este parece ser um ótimo acordo para o Irã e um péssimo acordo para os EUA. É um acordo para chegar a um acordo sobre questões futuras, mas com poucos incentivos para o Irã realmente concordar com esses termos.”