A Latam Brasil tem analisado os possíveis efeitos do fim da escala de trabalho 6×1 separadamente para suas equipes de solo e tripulações, e recebeu das autoridades brasileiras a garantia de que essas diferenças serão consideradas caso a legislação seja aprovada pelo Congresso. A declaração foi feita pelo CEO da companhia no Brasil, Jerome Cadier, durante entrevista coletiva na 82ª Assembleia Anual da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), no Rio de Janeiro.
Segundo Cadier, para o pessoal de solo, a empresa está “muito próxima do estado desejado” pela nova lei e buscará os ajustes necessários para a tripulação. O executivo afirmou que as discussões avançaram e que ouviu que as diferenças serão respeitadas. “O governo garantiu que as mudanças vão impactar mais as equipes de solo”, disse.
Em teleconferência anterior sobre os resultados da companhia, Cadier comentou que, se as duas situações fossem tratadas da mesma forma, a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais inviabilizaria a operação internacional das companhias aéreas, devido à duração dos voos.
O executivo também informou que a previsão para a primeira certificação de um avião Embraer E195-E2 da companhia é o quarto trimestre de 2026. No ano passado, a Latam anunciou a compra de até 74 aeronaves da Embraer, sendo 24 entregas firmes e 50 opções de compra, em um negócio estimado em US$ 2,1 bilhões.
Roberto Alvo, CEO da Latam Airlines, também participou da coletiva e destacou o crescimento do setor desde 1999, quando a IATA realizou sua assembleia anual pela última vez na América do Sul. Naquele ano, as aéreas da região transportaram 68 milhões de passageiros (4% do mercado mundial); no ano passado, foram 447 milhões (mais de 5% do total).
Alvo afirmou não estar preocupado com a possível maior concorrência de empresas estrangeiras na região, devido ao modelo de serviço da Latam, que busca tratamento uniforme aos passageiros independentemente da rota. Ele também destacou que a Latam é a companhia aérea mais sustentável do Hemisfério Ocidental.
Sobre o impacto da guerra nos preços das passagens, Alvo acredita que eles continuarão altos até um ajuste para baixo no próximo ano. “A indústria como um todo se readaptou. É normal ver ajustes de capacidade. No final das contas, nós vamos ver um novo equilíbrio, com os preços baixando em 2027”, disse.
Com informações de InfoMoney.