A Justiça do Peru anunciou nesta sexta-feira (5) que dará continuidade ao julgamento da denúncia contra o candidato de esquerda Roberto Sánchez, que enfrentará a candidata de direita Keiko Fujimori nas eleições presidenciais deste domingo (7).

Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022), atualmente preso, é acusado de apresentar informações falsas sobre contribuições e financiamento de seu partido entre 2018 e 2020.

O juiz Adolfo Farfán, da 33ª Vara de Instrução Preparatória de Lima, rejeitou na quinta-feira o pedido da promotoria para que o caso fosse diretamente a julgamento. A promotoria pede uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão para Sánchez.

Farfán anunciou sua decisão ao final de uma audiência que durou mais de cinco horas, coincidindo em parte com os comícios de encerramento da campanha realizados por Sánchez e Fujimori em Lima.

Sánchez, acusado dos crimes de prestar declarações falsas em processos administrativos e falsificar informações sobre contribuições, participou remotamente do início da audiência. Pouco antes, rejeitou a acusação do Ministério Público nas redes sociais e reafirmou sua "conduta legal e correta" ao prestar contas aos órgãos eleitorais.

O magistrado também declarou infundadas objeções da defesa e confirmou a validade formal da acusação. Determinou que, por questões de eficiência e celeridade processual, a audiência preliminar prosseguiria nesta sexta-feira, abordando objeções pendentes e iniciando a verificação das provas.

O Ministério Público acusa Sánchez de supostamente desviar aproximadamente 280.000 soles (cerca de US$ 58.651) de fundos de campanha do partido Juntos por el Perú para contas pessoais. A Procuradoria-Geral alega que Sánchez e outros, incluindo seu irmão William Ricardo Sánchez, deixaram de declarar transações financeiras e apresentaram informações falsas sobre a renda do partido ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

O candidato enfrentará neste domingo Keiko Fujimori, filha e herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), pela presidência para o mandato de 2026-2031. Caso vença, Sánchez, aliado de Castillo, passará a ter imunidade.

Com informações de Gazeta do Povo.