A Justiça de São Paulo indeferiu o pedido de Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, para que as plataformas X e Instagram removessem uma postagem de JR Freitas, líder de motoboys e pré-candidato a deputado estadual pelo PSol.
Na publicação, Freitas compartilhou um trecho de um boletim de ocorrência em que uma mulher relata ter sido vítima de assédio por parte de Renan. O dirigente do MBL nega a acusação e afirma ter sido absolvido no caso, tendo apresentado certidões nos autos para comprovar a inexistência de antecedentes criminais.
Renan alegou à Justiça que era alvo de uma campanha de difamação e que Freitas teria omitido deliberadamente a informação de absolvição, além de divulgar um documento que, segundo a defesa, era sigiloso.
O juiz Fabio Evangelista de Moura, da 45ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou o pedido. Na decisão, o magistrado afirmou que a retirada de manifestações em redes sociais é uma medida excepcional e só deve ocorrer diante de clara violação de direitos. O magistrado também entendeu que a publicação do boletim de ocorrência, por si só, não significa imputação direta de crime ao líder do MBL. Ele ressaltou que Renan, por ser figura pública, tem esfera de proteção à intimidade e à vida privada mais limitada, sem perder proteção contra conteúdos evidentemente falsos.
JR Freitas ganhou projeção em São Paulo durante a disputa sobre a regulamentação do serviço de mototáxi. Ele liderou mobilizações de entregadores e motoboys e atuou como interlocutor da categoria em debates com o governo federal sobre trabalho por aplicativo. Em maio, Freitas participou de evento com o presidente Lula no lançamento de uma linha de crédito para motoristas de aplicativo. O motoboy é apontado como uma das apostas do PSol para a disputa à Assembleia Legislativa de São Paulo.
Com informações de Diário do Centro do Mundo.