O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa criou, na terça-feira (16), perfis em diversas redes sociais, entre elas o Instagram. A iniciativa ocorre após sua filiação ao Democracia Cristã (DC), em abril, que passou a apoiar sua pré-candidatura à Presidência da República em detrimento do ex-ministro Aldo Rebelo.

Publicação nas redes

Em postagem no Instagram, Joaquim Barbosa afirmou que está “estudando a possibilidade de, chegado o momento fixado pela lei, me lançar na disputa pelo emprego mais difícil e complexo do nosso país”. No texto, o ex-magistrado fez um resumo de sua trajetória profissional, desde os tempos de servidor no Centro Gráfico do Senado até sua atuação na mais alta corte do país e, posteriormente, na advocacia após deixar a magistratura.

Trajetória no STF

Indicado ao STF pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2003, Joaquim Barbosa permaneceu na Corte por 11 anos. Ele foi o primeiro negro a presidir o Supremo. Em 2014, antecipou sua aposentadoria, sem detalhar publicamente os motivos. Em 2018, chegou a ensaiar uma candidatura à Presidência pelo PSB, mas desistiu antes do lançamento oficial. Em entrevista ao programa “Conversa com Bial” em 2022, explicou: “Me filiei no último dia e um mês depois desisti. Tinha dúvidas se valia ou não a pena entrar nessa guerra e não quis prolongar o mistério, criar um impasse”.

Mudança no Democracia Cristã

Inicialmente, o DC tinha como pré-candidato o ex-ministro Aldo Rebelo. No entanto, seu desempenho em pesquisas eleitorais levou a legenda a substituí-lo por Joaquim Barbosa em meados de maio. Aldo Rebelo relacionou a troca a um “escândalo ligado ao Banco Master em Alagoas”. Segundo ele, “a prefeitura de Maceió comprou R$ 116 milhões em títulos podres do Banco Master pelo Instituto de Previdência de Maceió. O prefeito [João Henrique Caldas] era o filho do deputado João Caldas [presidente nacional do DC]”.

Disputa interna no partido

Pouco depois, a Direção Nacional do DC iniciou um “procedimento disciplinar” para expulsar Aldo Rebelo. No final de maio, a Justiça Eleitoral autorizou a expulsão. Porém, na última quarta-feira (10), a 6ª Vara Cível de Brasília suspendeu a expulsão sumária e determinou que o DC reintegrasse o ex-ministro ao quadro de membros em até 72 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil. O imbróglio entre as partes continua, com Aldo reafirmando sua pré-candidatura ao Planalto.