
João Fonseca vai voltar a competir no Rio. O top-25 do ranking está confirmado no UTS (Ultimate Tennis Showdown), liga criada pelo técnico Patrick Mouratoglou, que comandou nomes como Serena Williams e Stefano Tsitsipas, além de orientar a promessa brasileira Victoria Barros. Pela primeira vez, o UTS será disputado no Rio - no ginásio do Maracanãzinho, de 16 a 18 de julho. O australiano Nick Kyrgios, o argentino Francisco Cerúndolo, o britânico Cameron Norrie e o francês Ugo Humbert já estavam garantidos na etapa carioca. O UTS terá transmissão do sportv3. + UTS Rio: torneio de tênis em julho terá torcida liberada, "sets" de 8 min e carta bônus João Fonseca em ação no torneio de Roland Garros Tnani Badreddine/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images Em torneios oficiais da ATP, João competiu em sua cidade apenas no Rio Open. Em 2023, aos 16 anos, recebeu convite. No ano seguinte, conseguiu o melhor resultado no saibro do Jockey: as quartas de final. Em 2025, parou na estreia. Neste ano, avançou até as oitavas de final de simples e foi campeão de duplas ao lado de Marcelo Melo. + João Fonseca e Marcelo Melo arrancam virada e são campeões do Rio Open em estreia de dupla O UTS passou por cidades como Londres, Nova York, Hong Kong e Guadalajara. A competição conta com fases em nove países, além de seguir regras distintas das adotadas pelo circuito da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Mesmo não integrando o circuito profissional, tenistas como Alex de Minaur e Andrey Rublev, participam - são os maiores vencedores, cada um com dois títulos. Neste ano, a cidade francesa de Nîmes recebeu uma etapa. - Para mim, o esporte é para as pessoas terem emoções, viver essas emoções e as dividir. Esse é o espírito do esporte. Temos isso, às vezes, na Copa Davis, em que o público participa mais. Quando pensei na criação de um torneio de tênis, foi isso que eu quis colocar como aspecto principal - disse Mouratoglou, em entrevista ao ge. - É importante irmos aos lugares onde os fãs tenham uma cultura forte do futebol, eu quero o mesmo. Quando criei (o UTS), muitas pessoas falaram que os tenistas não iam querer participar, mas eles amaram. Ter barulho não é ruim, ruim é quando não tem barulho algum. Na América do Sul, no Brasil, os fãs têm essa cultura. As regras No circuito UTS, o jogo é dividido em quatro quartos de oito minutos cada. Cada ponto conta com um, diferentemente do tênis convencional, em que a contagem é de 15, 30, 40. Quando o tempo termina, começa a fase "quarter points", em que o líder até aquele momento ganha vantagem - precisa marcar apenas um ponto para vencer a partida. É prevista uma parada de três minutos ao fim de cada parcial. O ganhador será quem vencer pelo menos três parciais. Em caso de empate, um quinto quarto é disputado em esquema de "morte súbita": o primeiro tenista com dois pontos consecutivos vence. No UTS, não existe segundo serviço, o que limita os aces e aumenta a duração dos pontos. Toque na rede não é considerado. Os treinadores usam microfones durante a partida. Outra importante distinção é a carta bônus, com o poder de multiplicar o próximo ponto marcado por três. Cada jogador recebe uma por quarto e, se quiser usá-la, deve acionar um botão no meio da quadra. Para o público, é liberada a manifestação, sem necessidade de ficar em silêncio em momento algum do jogo. -