O capitão da seleção colombiana, James Rodríguez, enviou uma mensagem privada a Antonella Petro, filha de 17 anos do presidente Gustavo Petro, após a repercussão de um vídeo que sugeria ter ignorado um pedido de foto da jovem durante a cerimônia oficial de entrega da bandeira nacional à seleção, realizada em Bogotá.

O episódio viralizou na sexta-feira (5), mobilizou mais de cinco mil reações críticas nas redes sociais e transbordou rapidamente do campo esportivo para o debate político colombiano. Antonella respondeu com um vídeo próprio desmentindo a narrativa de desfeita e reafirmando sua admiração pelo atleta, encerrando a polêmica antes que ela se aprofundasse ainda mais.

O esclarecimento

James Rodríguez entrou em contato diretamente com Antonella Petro por mensagem privada para desfazer o mal-entendido. No texto, o jogador prometeu que a foto pedida pela jovem “vai acontecer” e anunciou que enviará sua camisa oficial como presente. Segundo o conteúdo da mensagem, divulgado pela imprensa colombiana, o atleta agradeceu o apoio dela à seleção e pediu que, em próximas ocasiões, ela fale mais alto, deixando claro que simplesmente não a ouviu durante a cerimônia. “Graças ao seu alento para mim e para todos os meus companheiros, tudo tem seu momento e agora é momento de estarmos unidos pela nossa seleção no Mundial. Nos vemos em breve”, escreveu o camisa 10.

A reação de Antonella foi imediata e contundente. A jovem publicou um vídeo nas redes sociais vestindo a camisa da seleção colombiana para negar qualquer desfeita e reafirmar sua admiração pelo jogador. Ela explicou que a expressão lida pelos internautas como tristeza era, na verdade, o impacto emocional de estar diante de seu maior ídolo. “Quando você apertou minha mão, embora não parecesse por fora, por dentro eu colapsei um pouco”, escreveu Antonella. Ao receber a resposta de James, a jovem reagiu com a frase “Quase tive um infarto”, sem esconder a emoção. O esclarecimento mútuo encerrou a controvérsia antes que ela ganhasse novos desdobramentos, mas não antes de revelar o quanto um gesto ambíguo pode ser amplificado num ambiente político já saturado de desconfiança.

A origem da polêmica

Tudo começou com imagens da cerimônia oficial de entrega da bandeira nacional à seleção colombiana, realizada em Bogotá antes do embarque da delegação para os Estados Unidos. Nos vídeos que circularam nas redes, James Rodríguez aparecia cumprimentando outras pessoas enquanto Antonella Petro, ao seu lado, parecia ser ignorada em um pedido de foto. A leitura foi rápida e dura: o capitão da seleção teria dado uma desfeita pública à filha do presidente da República.

A repercussão foi proporcional ao ambiente político do país. Mais de cinco mil pessoas reagiram a uma publicação da Federação Colombiana de Futebol no X, grande parte delas criticando a postura do atleta. A narrativa de desfeita foi prontamente adotada por críticos do governo Petro, que viram no episódio uma oportunidade de desgaste simbólico, enquanto aliados do presidente saíram em defesa da jovem. O que era, segundo os próprios envolvidos, um simples problema de comunicação num evento movimentado, transformou-se em munição para a disputa política cotidiana que marca a Colômbia atual.

Contexto político

Antonella Petro não é apenas a filha do presidente: é, segundo ela mesma, uma torcedora de carteirinha formada pelo próprio James Rodríguez. Em seu pronunciamento, a jovem revelou que o primeiro gol que comemorou na vida foi o de James na Copa de 2014, que começou a jogar futebol por influência do ídolo e que chegou a escrever cartas para ele quando criança. “Uma das minhas melhores lembranças foi quando eu tinha seis anos e o conheci”, escreveu. Ela descreveu o encontro na cerimônia como “um dia que guardarei, com alegria, para sempre no meu coração” e encerrou com um apelo direto: “Digo a toda a Colômbia que devemos apoiar a nossa seleção. Em campo, somos um só país.”

Com informações de Revista Fórum.