O jogador James Rodríguez tornou-se o centro de uma controvérsia na Colômbia após ignorar a filha do presidente Gustavo Petro, Antonella Petro, durante a cerimônia de despedida da seleção colombiana antes da viagem para a Copa do Mundo. O episódio ocorreu quando a adolescente de 17 anos tentou se aproximar do atleta na fila de cumprimentos, mas não foi correspondida.

Imagens do evento mostram Antonella se aproximando de James Rodríguez e tentando falar com ele, mas o jogador segue em frente sem cumprimentá-la. A jovem, que é admiradora declarada do meia-atacante, teria manifestado o desejo de tirar uma selfie com ele, pedido que não foi atendido. O caso rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais colombianas, com muitos internautas criticando a atitude do capitão da seleção.

A vereadora de Bogotá Heidy Sánchez manifestou-se contra o jogador. “James Rodríguez, tão machão diante de uma menina, mas tão chorão e covarde em campo”, escreveu em suas redes sociais. “Você também é pai e tenho certeza de que jamais gostaria que sua filha passasse por uma situação tão desagradável”, completou.

Após o ocorrido, Antonella Petro minimizou o episódio e pediu união em torno da seleção. Em uma postagem, ela declarou: “O primeiro gol que comemorei em toda minha vida foi o de James na Copa de 2014. Uma das minhas melhores lembranças foi quando eu tinha seis anos e o conheci. Como posso ficar triste assistindo à seleção? Seria algo ilógico”. Ela acrescentou: “Ontem foi um dia que guardarei, com alegria, para sempre no meu coração. Digo a toda a Colômbia que devemos apoiar a nossa seleção. Em campo, somos um só país”.

O técnico da Colômbia, Néstor Lorenzo, também comentou o caso. “O grupo já está acostumado com essas coisas. Sempre digo que temos que estar blindados diante das críticas e dos elogios”, afirmou. “Fomos a um ato protocolar, e fizemos isso com respeito e orgulho. Sabemos que houve más interpretações, com os vídeos cortados, mas buscamos a união, a entrega, e fazer as coisas de coração. É para todos, para os 50 milhões de colombianos”.

Com informações de Veja.