O governo do Irã anunciou nesta quinta-feira (11) o fechamento total do Estreito de Ormuz e a realização de ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. As ações foram uma resposta à ofensiva ordenada pelo presidente americano, Donald Trump, contra alvos iranianos, elevando a tensão na região.
“Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região e ao anúncio feito na noite de ontem pelas Forças Armadas iranianas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até nova ordem”, afirmou, em mensagem na plataforma X, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico.

Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), seus militares “atacaram e destruíram dezoito alvos importantes pertencentes ao exército americano” nas bases aéreas de Ali Salem, Ahmad al-Jaber e Sheikh Issa. A operação ocorreu em duas ondas durante a madrugada de quinta-feira.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou os ataques dos EUA e declarou que Teerã está preparado para ampliar as ações caso novos ataques ocorram. A pasta classificou a investida americana como “ilegal e criminosa”, afirmando que ela viola a Carta da ONU e o direito internacional. O comunicado acrescentou que o cessar-fogo de 8 de abril de 2026 foi “praticamente sem efeito”.

Na terça-feira (9), os EUA atacaram o Irã em retaliação à suposta derrubada de um helicóptero Apache no Estreito de Ormuz. Trump acusou o Irã pela queda, mas o país não confirmou o envolvimento.
A agência iraniana Fars reportou explosões no leste da província de Hormozgan, incluindo as localidades de Kuhestak, Sirik e Minab. A rede Al Jazeera registrou ataques na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país. Foram atingidas instalações militares, centros de comunicação, sistemas de monitoramento e posições de defesa iranianas.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é rota essencial para o comércio global de petróleo e gás. Autoridades iranianas afirmaram que nenhuma embarcação poderá atravessá-lo enquanto o país estiver sob ataque e que qualquer tentativa será enfrentada pelas forças de defesa. Uma interrupção prolongada pode afetar o abastecimento energético mundial e elevar os preços do petróleo, afetando exportadores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Catar.
Com informações de Brasil de Fato — leia a matéria original.